
Tentando entender a ambigüidade de uma época em que a felicidade é valor máximo, mas carrega consigo inúmeras aflições do espírito, Lipovetsky cria a tese de que, na sociedade de hiperconsumo, essa felicidade é paradoxal. De um lado, estão dadas as condições para que as aspirações individuais sejam satisfeitas pelo mercado; de outro, também estão postos os obstáculos que se contrapõem à postura hedonista do indivíduo contemporâneo. Assim, sua felicidade é uma rede complexa feita de facilidade-dificuldade, de frivolidade-reflexividade. O hiperconsumidor tem acesso ao ter, mas aspira a ser; os mais diversos prazeres sensoriais estão ao seu alcance, mas é preciso preservar a saúde, evitar os excessos, fazer regime, manter a forma.
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Comentários meus:
Metáforas baseadas em informação ajudam na descrição da orientação de marketing de rede, e contribuem para a filosofia do marketing (LIPOVETSKY, 2006). Por exemplo, o hipermaterialismo médico, a inflação de novidades, frivolidade, fragilidade, farmácias da felicidade, são elementos da metáfora do Super-Homem, obsessão pelo desempenho (LIPOVETSKY, 2006). Nota-se que o universo dos quadrinhos, Batman, X-Men, Comic Con, ou, o universo nerd, www.omelete.com.br, posiciona-se como versão paralela da sociedade civil em rede. A empresa Pixar, produtora de sucessos como Toy Story, Wall-E, Ratatouille, é a maior referência mundial em animação, desde o ímpeto nerd de fazer desenhos animados ao sucesso bilionário (PRICE, 2008).




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